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O Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, CMR Sul, foi palco da primeira Conferência do Centenário de 2015, intitulada «Sanatório Carlos Vasconcelos Porto: dos velhos arquivos aos novos dados sobre a tuberculose pulmonar», que teve lugar no dia 16 de janeiro, pelas 17h. A conferência foi precedida por uma visita às instalações do CMR Sul, numa viagem que procurou recordar a história do edifício. Com início nas mais recentes instalações daquela que é hoje uma unidade de excelência no país, a visita continuou pelos antigos espaços onde esteve alojado o Sanatório e terminou no núcleo museológico, onde estão expostos alguns dos móveis e objetos que fizeram parte do quotidiano de quem procurou os bons ares de São Brás de Alportel para tratar doenças respiratórias.
Numa abordagem ao contributo do Sanatório Carlos Vasconcelos Porto para a história da tuberculose em Portugal, a Professora Dr.ª Ana Luísa Santos e o Professor Dr.º Vítor Matos, ambos da Universidade de Coimbra, fizeram uma análise descritiva da tuberculose e realçaram o papel do Sanatório são-brasense na definição de um diagnóstico paleopatológico. A documentação em arquivo, como é o caso de registos clínicos de pacientes, tornou-se determinante para aprofundar os conhecimentos existentes sobre os tratamentos adequados e a evolução dos doentes internados, bem como para delinear uma história social da tuberculose. A autora do livro «Sanatório Vasconcelos Porto – São Brás de Alportel», a Mestre Cristina Fé Santos, que também integrou o painel de conferencistas, realçou o papel desempenhado pelo primeiro sanatório privado do país no combate da tuberculose pulmonar e a importância de preservar os arquivos das instituições de saúde, dado o seu valor enquanto fonte de informação para um melhor conhecimento desta enfermidade.
O Sanatório Carlos Vasconcelos Porto foi inaugurado em 1918 pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses e foi pioneiro no país no tratamento da tuberculose pulmonar. Foi a primeira vez que uma empresa privada portuguesa construiu um hospital para dar resposta a um problema de saúde que afetava gravemente os seus funcionários e as suas famílias, tendo em 1953 vindo a abrir portas a toda a população.

publicado às 18:30

A conferência «Sanatório Carlos Vasconcelos Porto: dos velhos arquivos aos novos dados sobre a tuberculose pulmonar» retoma o Ciclo de Conferências do Centenário do Município de São Brás de Alportel, no próximo dia 16 de janeiro, no atual Centro de Medicina e Reabilitação do Sul. O encontro arranca pelas 17h com uma visita ao núcleo museológico que guarda até aos dias de hoje fragmentos do passado do antigo Sanatório Vasconcelos Porto e respetiva atividade, entre outros espaços de interesse, prosseguindo depois com o início da conferência que promove o cruzamento de conhecimentos e experiências sobre a evolução dos tratamentos da tuberculose pulmonar.
Inaugurado no dia 8 de setembro de 1918, o Sanatório Carlos Vasconcelos Porto foi o primeiro hospital inserido numa empresa/indústria – os Caminhos de Ferro do Estado, para dar resposta a um grave problema de saúde que afetava a população portuguesa - a tuberculose. Em 1953 abriu as suas portas à população em geral, passando a integrar o Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos. O tratamento era gratuito e baseava-se sobretudo no repouso, na cura de ares e numa boa alimentação. Nos dias de hoje, a evolução tecnológica e científica potencia fármacos e novas formas de tratamento desta doença grave e contagiosa, que continua a afetar um número considerável de doentes. Contudo, o tratamento correto e eficaz leva a uma cura em mais de 95 por cento dos casos.
Esta iniciativa integra o Ciclo de Conferências do Centenário do Município, uma organização da Câmara Municipal de São Brás de Alportel e Comissão para as Comemorações do centenário, com a colaboração do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, Universidade do Algarve e Universidade de Coimbra.

publicado às 11:19



Vítor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, manifestou preocupação com a demora na resolução da situação transitória de gestão do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, CMR Sul, pela Administração Regional de Saúde do Algarve, IP - ARS Algarve, numa reunião com o presidente deste instituto público, que teve lugar no dia 10 de novembro, e para a qual se fez acompanhar do deputado do Partido Socialista, Miguel Freitas. Desde novembro de 2013 que a ARS Algarve assume a gestão do CMR Sul, sito em São Brás de Alportel, enquanto se aguarda por um novo concurso público para atribuição da gestão do centro a uma entidade privada.
A falta de celeridade neste processo e as limitações causadas pela Lei do Orçamento de Estado que impossibilitam a contratação de profissionais para ocupar as vagas em aberto, bem como a expedita aquisição de material de consumo clínico, entre outro, são motivos de grande preocupação para a autarquia, que reconhece o exemplar trabalho desenvolvido por esta unidade considerada de excelência na área da reabilitação. Com a saída de alguns profissionais de diversas áreas de especialização, o CMR Sul enfrenta atualmente sérias dificuldades em manter a mesma acessibilidade e qualidade dos serviços prestados aos utentes, tendo sido obrigado a encerrar o serviço de ambulatório, depois de em janeiro ter fechado 10 camas da unidade de internamento, de modo a garantir a manutenção dos restantes serviços. A falta de medicamentos é outro dos problemas que afeta o Centro, devido aos procedimentos necessários para a aquisição de bens, que se revelam morosos e complexos.
Perante tal cenário, o presidente Vítor Guerreiro manifesta o seu desagrado pela falta de sensibilidade demonstrada pelo governo em relação aos serviços prestados pelo CMR Sul à população. “Para garantir a qualidade habitual dos serviços é fundamental que seja autorizado um regime de contratação excecional para admissão de pessoal ou aquisição de prestação de serviços, com vista a colmatar a falta de profissionais no CMR Sul, até existir um parceiro para partilhar a gestão desta unidade de saúde. Da parte da autarquia, manteremos toda a disponibilidade para colaborar no que estiver ao nosso alcance, bem como continuaremos a acompanhar esta situação”, salienta o edil.      

publicado às 19:00



O projeto «Saúde a 4 Tempos», da autoria do Centro de Ciência Viva de Lagos, ganhou um prémio de 20 mil euros, no âmbito do «Concurso Literacia da Saúde 2014» lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian com o objetivo de financiar projetos que contribuíssem para promover formas de adquirir, processar e compreender informação no domínio da Promoção em Saúde. Pretende-se agora que o «Saúde a 4 Tempos» seja implementado quer em escolas do Algarve, quer noutras instituições da região.
De acordo com o CCV Lagos, este projeto diz respeito a quatro temáticas organizadas motivacional e formalmente com as quatro estações do ano. Desta forma, cada temática abordará as áreas da saúde diretamente relacionadas com as estações em que se inserem. Assim, serão abordados os seguintes temas: 1) Primavera – Sistema imunitário, as Alergias; 2) Verão - Cancro, a Pele; 3) Outono – Saúde Mental, Desordem Afetiva Sazonal e 4) Inverno – Vírus, Gripe. As metodologias deste projeto do CCVL vão envolver Sessões de Esclarecimento e Cafés de Ciência, onde se promoverá o debate sobre questões importantes nem sempre associadas diretamente à Saúde, nomeadamente as sociológicas (envelhecimento da população) e as económicas (o alto custo económico da Saúde e os impactos económicos das doenças crónicas). Também o Desafio à Escola e Atividades Mãos na Massa são outras das formas através das quais o Centro Ciência Viva de Lagos irá implementar este projeto no terreno.
De acordo com aquela entidade, com o projeto «Saúde a 4 Tempos», o Centro Ciência Viva de Lagos assume o papel de veículo divulgador de informação científica, mas também de formação dos cidadãos para que estes possam ter um papel mais interventivo nas decisões políticas, seja em Saúde, seja ao nível da Ciência. Refira-se que, na edição anterior deste concurso, apenas seis projetos foram financiados - num total de 276 candidaturas -, sendo esta a primeira vez que um Centro Ciência Viva é financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito de projetos de Literacia em Saúde.
Para além das várias atividades inerentes ao seu espaço expositivo (Exposição Permanente, Exposições Temporárias, Oficinas Escolares, Saídas de Campo e Palestras), o CCVL tem vindo também a assumir-se noutras áreas da Ciência, nomeadamente através da associação a projetos de investigação científica e no qual desempenha o papel de parceiro de Comunicação e Divulgação de Ciência.

publicado às 18:54



O maior evento científico que reúne anualmente a Comunidade Ortopédica Portuguesa decorre, de 23 a 25 de outubro, no Centro de Congressos do Algarve, na Herdade dos Salgados, em Albufeira. O 34.º Congresso Nacional de Ortopedia e Traumatologia é uma organização da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT) e conta com a participação da British Orthopaedic Association, que organiza um Workshop para jovens investigadores, um curso de revisão de artigos científicos e um «Instructional Course» pela British Association for Surgery of the Knee (Associação Britânica para a Cirurgia do Joelho). Vai também contar com a participação do Prof. Stuart Weinstein - com enorme prestígio na área da coluna e ortopedia infantil - que vem falar sobre as tendências presentes e futuras da saúde nos EUA.
A sessão de abertura contou com a presença de João Moura Reis (ARS Algarve), Jorge Mineiro (presidente da SPOT), Leonor Cancela (UALg), Paulo Felicíssimo (secretário geral da SPOT) e Carlos Silva e Sousa (presidente da CMA), que aproveitou a oportunidade para agradecer à SPOT por ter escolhido a cidade para organizar o Congresso. “Considero fundamental ouvir falar sobre a experiência de diferentes áreas do conhecimento e diferentes profissões, e é por isso também que este Congresso é muito importante”, frisou Carlos Silva e Sousa, antes de convidar oradores e participantes a regressar a Albufeira em trabalho ou em lazer. “Temos excelentes condições climatéricas, praias lindíssimas e de grande qualidade ambiental, uma gastronomia ímpar, magníficos hotéis, a simpatia das nossas gentes e a tradição de bem receber”, justificou.

publicado às 17:58


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