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As notícias que marcam o Algarve
A cerimónia contou com a colaboração da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Portimão, tendo-se iniciado com uma pequena parada militar pelo Regimento de Infantaria N.º 1 de Tavira, a que se seguiu o discurso do Presidente do Núcleo dos Combatentes de Lagoa/Portimão, Jaime Marreiros. O dirigente agradeceu o incansável apoio da Autarquia, nomeadamente na recuperação da sepultura, abandonada no Cemitério Municipal de Lagoa, de um combatente da Primeira Grande Guerra. Já o Vereador Luís Encarnação frisou que Lagoa não podia deixar de participar “nesta homenagem que hoje se presta a todos os soldados, a todos os militares, realçando o orgulho nos militares portugueses e o que significam para a pátria”. "Para os que já partiram, fica o Memorial, para que gerações futuras saibam que houve homens a debaterem-se pelo país”, destacou.
A inauguração oficial do «Lagoa Wine Show» iniciou-se com uma demonstração equestre, pelo Real Picadeiro. Francisco Martins fez as honras da casa com um discurso virado para a esperança em dias melhores e realizações mais arrojadas, tendo apresentado parte da Comissão do Vinho e da Vinha, que fez nascer este evento. Seguiu-se uma visita exclusiva para convidados e profissionais e os colóquios de apresentação da Rota dos Vinhos do Algarve e «Reconhecimento, Degustação e Harmonização de Vinhos», com as «provas cegas» de cerca de 200 vinhos em prova, desde espumantes a brancos, rosés, tintos e fortificados.
No âmbito das cerimónias oficiais, o Vereador Luís da Encarnação revelou que foi aprovada uma proposta do executivo municipal de Lagoa no valor global de 40 mil euros destinado ao pagamento de bolsas de estudo a estudantes provenientes do Município de São Domingos, proposta que vai subir à Assembleia Municipal, nos termos da Lei. Também são objetivos do protocolo a concretização do processo de cooperação humana, logística e financeira entre as partes, para a execução de um programa na área da formação e valorização de recursos humanos, com vista a contribuir para o fortalecimento da cooperação entre os Municípios de Lagoa e de São Domingos e a Universidade do Algarve. O Município de Lagoa está também disponível para apoiar a candidatura da Morna a Património Imaterial da Humanidade, nas mesmas condições em que o Fado e o Cante Alentejano já o são.
Na visita aos locais críticos, foi feito o levantamento, ouvidas as diversas opiniões e agendada uma reunião mais técnica que aponte para a solução dos projetos em debate. No entender do autarca lagoense, é urgente requalificar a muralha de Ferragudo sem, contudo, colocar em questão a necessidade de apoio à atividade pesqueira, assumindo a APS restringir toda a utilização da área só aos pescadores devidamente registados. O mesmo procedimento também se aplicará em relação às barracas da Angrinha, tendo sido acordada e ponderada a melhor requalificação de todo o espaço. O mais complexo dos problemas apresentados a discussão prende-se com a intervenção na bacia dos «cruzeiros», cujo estudo das dragagens e posterior mexida no molhe da entrada, feito pelo LNEC, não é público, tendo, contudo, ficado garantido pela APS que qualquer intervenção será sempre acompanhada de um esclarecimento público.
Foi lembrado que o projeto apresentado não é definitivo, mas antes um estudo de abordagem discutida e apoiada pela população, pois foi esse o objetivo do executivo ao convidar os munícipes, ouvindo a sua opinião e abrindo uma oportunidade de cidadania participada, em Fórum próprio. Após a apresentação do projeto foram os cidadãos convidados a votar na opção que, no seu entender, lhes pareceu mais correta, tendo sido escolhida a que apontava para um sentido único ascendente com estacionamentos, sendo opinião generalizada que não se devia fechar totalmente o trânsito, como foi feito à rua 25 de Abril, há 14 anos e que obrigou ao desaparecimento do comércio local, uma vez que era o coração da entrada em Lagoa.
“É reconfortante ver em dois fins de semana seguidos esta sala lotada com dois espetáculos de caraterísticas diferentes, a ópera Carmina Burana e agora os «Sons do Fado», que marcam mais uma referência de Lagoa no plano cultural da região”, disse Francisco Martins visivelmente satisfeito, aproveitando também a oportunidade para agradecer a todos os colaboradores camarários o empenho para que o espetáculo decorresse com toda a normalidade e sucesso.
Foi também acordado e agendado para maio de 2016 a realização, na cidade de Lagoa, das Festas do Divino Espírito Santo com grande tradição histórico-cultural que remonta ao século XIV. Neste sentido de partilha cultural poderá toda a população do concelho de Lagoa, do Algarve e até do país experienciar e vivenciar as Festas do Divino Espírito Santo. Essas celebrações aconteciam 50 dias após a Páscoa, comemorando o dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu do céu sobre a Virgem Maria e os apóstolos de Cristo sob a forma de línguas de fogo, segundo conta o Novo Testamento. Desde os seus primórdios, os festejos do Divino, realizados na época das primeiras colheitas no calendário agrícola do hemisfério norte, são marcados pela esperança na chegada de uma nova era para o mundo dos homens, com igualdade, prosperidade e abundância para todos. Esta tradição perdurou nos tempos até aos dias de hoje, com forte impacto religioso, social e cultural em todo o arquipélago dos Açores, sendo a sua realização objeto de forte atração, pelo que muitos açorianos - que por razões diversas abandonaram as suas ilhas, principalmente pela emigração - regressam às suas raízes para viverem e comemorarem este momento.
O evento desportivo teve início às 19h30 com os combates preliminares e constituiu o cartão de apresentação para um público interessado que foi enchendo o Centro de Congressos do Arade. Já com a sala esgotada, os lutadores da DFN 28 entraram em cena ao som dos hinos da Inglaterra e de Portugal, também cantados pelo público. Um dos momentos mais aguardados pelo público era o combate entre a portuguesa Marina Zueva e a inglesa Grace Spicer, que atribuía o título de Campeã Mundial na classe Muay Thay e que ficou em terras algarvias nas mãos de Marina Zueva.
A constituição do Judo clube de Lagoa, a funcionar numa sala cedida pelos Bombeiros Voluntários, teve na sua génese uma paixão antiga do seu presidente, João Carrasquinho, que ao longo de toda a sua vida esteve ligado à modalidade, primeiro como atleta, tendo sido também ele ex-Campeão Nacional, conquistando várias medalhas em diversos Campeonatos Nacionais e feito parte da Seleção Nacional, mais tarde como Mestre, durante mais de 30 anos noutro clube algarvio, também por si criado. A eleição de Lagoa deveu-se ao facto de ter sido este o concelho escolhido para fixar a sua residência e pelo interesse demonstrado pelos pais e crianças que praticam a modalidade no Jardim de Infância e ATL do Centro Popular de Lagoa, onde dá aulas há aproximadamente um ano.