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As notícias que marcam o Algarve
O presidente da Câmara Municipal de Albufeira teve oportunidade de marcar presença na abertura da Reunião, que teve lugar no dia 15 de abril, tendo sido recebido por Alexandra Torégão, presidente do Comité Executivo do Capítulo Ibérico da ICCA. Na sua intervenção, o autarca evidenciou as qualidades de Albufeira e do Algarve para o acolhimento de iniciativas ligadas ao setor, tendo destacado “as acessibilidades, a qualidade dos equipamentos existentes, as condições ao nível de saúde e da segurança, e toda a componente típica do «ser português», que se traduz na nossa simpatia, no bem receber, na cultura e gastronomia”. “O turismo de negócios tem hoje uma expressão crescente no nosso panorama, porque os senhores empresários souberam investir, cabendo à autarquia um papel determinante para que o concelho mantenha condições de excelência nas suas infraestruturas que permitam valorizar este importante nicho que contribui para esbater os efeitos da sazonalidade da nossa atividade turística”, destacou Carlos Silva e Sousa.
Os Jogos de Quelfes integram cerca de 1500 alunos, entre os oito e os 10 anos, que frequentam escolas dos concelhos de Olhão, Tavira, Faro, Loulé e S. Brás de Alportel, e inclui modalidades como a natação, o futebol, a esgrima, o basquetebol, o andebol, atletismo e o já referido lenço grego. A grande novidade desta edição foi a integração das modalidades paralímpicas natação e boccia, chamando assim a atenção para a igualdade de oportunidades e inclusão desportiva.
Destaque para o desempenho do Imortal DC, equipa de Albufeira, que conseguiu posicionar-se nos primeiros seis lugares da tabela em todos os escalões, alcançando o primeiro lugar em Sub11 e Sub14, a segunda posição em Sub13, um terceiro lugar em Sub12, quinto em Sub9 e sexto em sub10. Os albufeirenses do Guia FC também conquistaram o pódio com o primeiro lugar em Sub9, deixando a liderança do escalão Sub10 para o SL Benfica. Nos Sub13, a vitória foi para a Irlanda com a equipa Carniny Amateurs a liderar a tabela. Já em Sub12, a taça ficou pelo Algarve, tendo sido entregue ao SC Portimonense.
Não faltará a bebida e o saber do fabrico de cerveja tradicional, de acordo com a investigação já realizada sobre possíveis formas de produção desta bebida na época, também será colocado em prática. Será, por isso, um dia de experiências fundamentadas pelos estudos, já realizados sobre o território Alcalarense, e os trabalhos desenvolvidos por parte de investigadores das universidades de Stuttgart (Alemanha), Córdoba e pelo Centro de Arqueologia da universidade de Lisboa.
O certo é que os jogos de tabuleiros já andam por cá há mais tempo do que se possa pensar e basta dizer que, em Alcoutim, foi descoberta uma coleção que remonta à presença islâmica no Algarve. Contudo, o fenómeno das consolas e os jogos de topo dos computadores pessoais de última geração têm levado a uma queda de interesse da parte dos mais novos, como aconteceu comigo próprio. Não admira, por isso, que deixassem de ocupar um lugar de destaque nas salas de estar e fossem remetidos para caixas de «velharias» nos sótãos.
Para além de um magnífico piso, de boas subidas e excelentes retas, o Lago fará companhia aos participantes. Dos mais lentos aos mais rápidos, caminhantes, seniores, jovens ou crianças, todos poderão participar nesta grande festa do desporto, em que é obrigatório o uso de uma t-shirt azul, preferencialmente a t-shirt técnica da organização (Blue Runners). Os locais de partida e chegada serão no Conrad, Hotel que está entre os melhores 5 estrelas do Algarve. Para os bebés, crianças e adultos que vão fazer a caminhada, a partida é às 10h no mesmo local. Para quem vai participar na corrida, o tiro de partida ouvir-se-á às 10h30.
Considerados uma das maiores instituições musicais de Cabo Verde, verdadeiros embaixadores do funaná, os Ferro Gaita trazem a Loulé toda a festividade e riqueza musical de África. O concerto no dia 27 de Junho, no Festival MED, marca o encontro entre os Ferro Gaita, que já receberam várias distinções ao longo da sua carreira de quase duas décadas, e o cantor Dino D’Santiago, recentemente nomeado para os prémios Songlines, que fará uma participação muito especial.
O concerto no dia 26 de Junho, no Festival MED, marca o encontro entre os Danças Ocultas e a conceituada cantora e violoncelista brasileira Dom La Nena. Danças Ocultas é a aceitação mútua do desafio de explorar, imaginar e conceber novas linguagens musicais, transformando o mundo pelo som e desenvolvendo todas as possibilidades da máquina inventada no século XIX - o acordeão diatónico, em Portugal conhecido como concertina. Os Danças Ocultas foram eleitos para a seleção oficial da Womex 2010. Ao grupo junta-se o violoncelo e a voz doce de uma das mais promissoras artistas brasileiras, elogiada pela imprensa internacional, com destaque para o The New York Times ou The Wall Street Journal.
Os Tape Junk atuam no dia 25 de junho num concerto que terá uma participação muito especial do cantor e guitarrista Frankie Chavez, que regressa assim ao MED. Os Tape Junk são uma banda de palco, com participações nos mais emblemáticos festivais do país. A fusão do rock, folk e blues, com forte influência de bandas como Rolling Stones ou Velvet Underground, é o ponto em comum entre a banda e o seu convidado que estará em evidência neste concerto.
O universo de José Saramago volta a estar em destaque com uma palestra que contará com a presença de Pilar del Rio (presidente da Fundação José Saramago) e do académico Carlos Reis, que apresentará o último texto editado de Saramago intitulado «Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas» (17 de abril). Simultaneamente, estará patente, durante todo o ciclo, a exposição «Mail Art», de Diego Mesa, produzida a partir do livro «Levantado do Chão», de José Saramago. Para ampliar as perspetivas e os caminhos que tornam possível a leitura, será dado um importante destaque à ilustração no universo da literatura e promovido um encontro com a ilustradora Danuta Wojciechowska (23 de abril).
Durante uma semana, os alunos de Albufeira e Silves juntam-se aos colegas dos concelhos anfitriões, num total de 1500, para competir nalgumas das mais emblemáticas arenas desportivas do Algarve, como é o caso das Piscinas de Quarteira, do Pavilhão Eduardo Mansinho em Tavira ou do Estádio Algarve, tendo sempre presente aquilo que faz, deste evento, algo único e muito especial, como é o caso de todas as equipas lerem um texto elogioso ao adversário antes de qualquer partida, a ênfase colocada na superação pessoal ou a promoção da responsabilidade social, através de ações como a recolha das tampas das garrafas de água para propósitos humanitários. As atividades encerram domingo, dia 19 de abril, pelas 16h, em São Brás de Alportel, onde o Pavilhão Municipal acolherá a grande Cerimónia de Encerramento.
Para os que gostam de caminhar haverá também vários programas à escolha durante a mostra: de reconhecimento e interpretação das plantas do Parque Natural da Ria Formosa, de observação de aves, denominado «Aves na Cidade» ou a «Viagem no Tempo, a Ria Formosa como ecofato». Os mais aventureiros terão a possibilidade de realizar passeios em bicicleta e em viaturas todo-o-terreno pelo interior rural e pelo litoral do sotavento algarvio. Haverá também lugar a experiências de volteio com cavalos e a hipótese de montar burros albardados. E já que é de animais que se fala, é de referir a presença dos cães de água para uma ação de promoção da raça algarvia.
A inauguração oficial do «Lagoa Wine Show» iniciou-se com uma demonstração equestre, pelo Real Picadeiro. Francisco Martins fez as honras da casa com um discurso virado para a esperança em dias melhores e realizações mais arrojadas, tendo apresentado parte da Comissão do Vinho e da Vinha, que fez nascer este evento. Seguiu-se uma visita exclusiva para convidados e profissionais e os colóquios de apresentação da Rota dos Vinhos do Algarve e «Reconhecimento, Degustação e Harmonização de Vinhos», com as «provas cegas» de cerca de 200 vinhos em prova, desde espumantes a brancos, rosés, tintos e fortificados.
A história das «Tochas Floridas» remonta aos primeiros anos do século XVII, época em que os algarvios começaram a realizar a Procissão de Aleluia, na manhã do Domingo de Páscoa, com um forte frenesim religioso. Nessa altura, as confrarias, constituídas unicamente por homens, eram obrigadas a levar uma tocha acesa ou luminária e opas vestidas. Com o passar dos anos, a escassez de cera levou à sua substituição por paus pintados e ornamentados com flores, no cimo do qual se colocava, então, uma pequena vela. Uma característica que se manteve, contudo, foi a de apenas os homens erguerem as tochas na frente da procissão, isto porque as irmandades, onde estavam as mulheres, seguiam atrás. As confrarias viriam a desaparecer mais tarde, mas a procissão das «Tochas Floridas» manteve-se, com outra alteração de fundo: os hinos, responsos e o Aleluia em honra da Ressurreição do Senhor deixaram de ser entoados por coros e passaram a ser proferidos unicamente pelo povo, devido à falta de clero e de cantores.
Seja como for, séculos depois, tudo começa a ser preparado com semanas de antecedência nesta vila da Serra do Caldeirão, até porque há que «montar» um tapete de flores de um quilómetro de extensão a assinalar o percurso da procissão. Assim, para se construir esta verdadeira obra de arte, são necessárias várias toneladas de flores, num trabalho que envolve largas dezenas de voluntários. Finalmente, e depois da apanha e preparação das flores, é na véspera do Domingo de Páscoa que este tapete florido é estendido pela noite dentro.