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Projeto ProWork esteve em Loulé

por Daniel Pina, em 16.05.14

Está em marcha um projeto europeu que pretende recuperar aldeias abandonadas dos quatro países do sul da Europa – Portugal, Espanha, Itália e Grécia - criando um projeto de desenvolvimento em torno delas. O Projeto ProWork, idealizado pela Inter Civil Society, visa desta forma atrair seniores nórdicos para o sol algarvio e, nesse sentido, Géza Tessényi, presidente desta entidade, e Gonçalo Cordeiro, o representante em Portugal, manifestaram junto da autarquia louletano o interesse em conhecer melhor o concelho e avaliar as suas potencialidades no âmbito do projeto em causa.
A presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim, Margarida Correia, associou-se à visita de campo que teve lugar no dia 15 de maio, manifestando aos responsáveis o interesse neste tipo de iniciativa que visa gerar emprego e dinamizar a economia local, nomeadamente na aldeia de Querença. A comitiva reuniu-se depois com o vice-presidente da Autarquia de Loulé, Hugo Nunes, e o adjunto do presidente, Carlos Carmo, tendo o presidente da Inter Civil Society manifestado o agrado na visita e também o interesse de Querença como potencial candidato a integrar este projeto-piloto em Portugal.
Numa primeira fase, a ideia é construir e reconstruir casas, mantendo a traça tradicional da região, promovendo, desta forma, o emprego. Posteriormente, pretende-se criar uma rede se serviços para dar apoio às pessoas que vão viver nestas aldeias recuperadas, desde serviços de saúde, apoio linguístico, etc.. Finalmente, numa terceira fase, serão promovidos laços inter-geracionais, entre jovens portugueses inovadores, com espírito de iniciativa e força de vontade e os seniores com todo o know-how e contactos de que dispõem.
Refira-se que os critérios para a escolha do local, prendem-se com o clima; acessibilidades (em particular ao Aeroporto Internacional de Faro e a serviços de Saúde); comparação do custo de vida; permissão para a execução de operações urbanísticas; segurança e condições sociais, políticas e administrativas locais. Um programa desta natureza impulsionará um tipo de produto turístico/residencial muito específico e tem potencial para (re)colocar estes lugares e territórios no mapa da promoção turística mas, mais do que isso, dinamizá-los e estabelecer uma atividade e cumplicidade entre aquilo que se considera o património rural. “Nos dias de hoje, e como se tem verificado ao longo dos últimos anos, o mundo rural e o seu património revelam um maior interesse por parte das entidades nacionais e europeias. O mundo rural é um espaço de pureza, paz e equilíbrio e todo o seu património deve ser protegido e conservado e deve ser utilizado como um verdadeiro fator de desenvolvimento para este tipo de territórios”, sublinha a Autarquia de Loulé.
A reabilitação surge, então, como uma estratégia fundamental no desenvolvimento rural e na conservação do seu património. O investimento nas aldeias deverá ser cada vez mais visível, nas suas casas e no seu espaço público, de forma a melhorar as condições de vida das suas populações, a haver uma maior dinamização social, defender e salvaguardar o seu património paisagístico, edificado, histórico e cultural, potenciar o turismo e proporcionar o seu desenvolvimento económico e sustentado.

publicado às 14:30



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