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Desde o passado dia 3 de outubro que a praia da Boca do Rio conta com uma Estação da Biodiversidade (EB), com um percurso circular de cerca de dois quilómetros. Após a subida pela arriba calcária chega-se à zona dominada por matos mediterrânicos, percorrendo uma paisagem de tirar a respiração, com vista para o atlântico, praia da Salema e Paul da Lontreira.
A fauna e flora são características da costa vicentina, podendo observar-se uma elevada diversidade de plantas, aves, sem esquecer os insetos que, com paciência, são fáceis de observar. A libélula-de-nervuras-vermelhas é particularmente abundante nesta altura do ano, assim como a borboleta cauda-de-andorinha, mas também se pode encontrar o gafanhoto-de-asas-azuis ou diversas espécies de escaravelhos. A EB da Boca do Rio é a quinta estação aberta ao público na região do Algarve, seguindo as Estações do Pico Alto (Silves), Tôr e Barranco do Velho (Loulé), e Ribeira de Alportel (São Brás de Alportel). O Algarve encontra-se assim especialmente bem representado na rede nacional, que é atualmente constituída por 21 Estações da Biodiversidade, espalhadas um pouco por todo o país.
As Estações da Biodiversidade são percursos pedestres curtos (extensão máxima de três quilómetros), em que a informação sobre as riquezas biológicas a observar está sinalizada através de painéis colocados ao longo do caminho. Os painéis são uma espécie de guia de campo, onde se pode consultar as imagens e comentários sobre alguns dos animais e plantas comuns. O objetivo deste projeto é incluir os vários tipos de habitats, aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade e promover a participação dos cidadãos na inventariação da nossa fauna e flora. Assim, qualquer pessoa, independentemente da profissão e idade, pode dirigir-se a uma EB perto de si, observar a biodiversidade, identificá-la com a ajuda dos painéis informativos, registá-la através de fotografias e partilhá-la com a comunidade científica, ajudando assim a aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade do nosso país.
A Rede de Estações da Biodiversidade teve início num projeto do Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal financiado pelo EEA Grants. Atualmente, as entidades responsáveis pelas estações são, para além do Tagis, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência e o Centro de Biologia Ambiental da Universidade de Lisboa. A Estação da Biodiversidade da Boca do Rio conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Bispo, especialmente na divulgação e dinamização de atividades de educação ambiental ou turismo da natureza relacionadas com a mesma.

publicado às 14:06



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