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As Câmaras Municipais de Vila Real de Santo António e de Olhão criaram o programa «Cuidar», uma forma inovadora de partilha e otimização de recursos que dará uma resposta mais rápida e próxima aos problemas de saúde dos munícipes de ambos os concelhos algarvios. A medida permite dar um passo em frente na implementação de redes intermunicipais de cuidados de saúde, desenvolvendo um novo modelo assente em políticas de proximidade que otimizará recursos e responderá aos problemas reais das populações.
Nesta primeira fase, o programa está centrado nas patologias ligadas à área da oftalmologia, tendo em consideração o novo aumento das listas de espera nesta especialidade, que ultrapassa atualmente os dois anos no sul do país. Para beneficiar do «Cuidar», os munícipes deverão inscrever-se na Divisão de Ação Social da autarquia de VRSA e na autarquia de Olhão, esperando-se que o programa venha a atender cerca de 100 pessoas/mês.
Para Luís Gomes, presidente da Câmara Municipal de VRSA, o programa «Cuidar» é um alerta para as deficiências do Serviço Nacional de Saúde e representa uma iniciativa histórica e um virar de página na gestão autárquica. “Fechar os olhos ao que se passa com as listas de espera é fechar os olhos aos problemas das pessoas. Não podemos ficar de braços cruzados quando a situação dos serviços de saúde públicos no Algarve é preocupante”, nota Luís Gomes.
Para António Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão, o «Cuidar» é a prova de que tratar das pessoas não tem partidos nem cores políticas, referindo-se ao facto de o programa estar a ser implementado por autarcas eleitos por forças partidárias opostas. “O que nos preocupa é cuidar das pessoas. Não podemos dormir descansados quando há munícipes que precisam de tratamentos médicos a que o Serviço Nacional de Saúde não dá resposta”, continua o autarca Olhanense.
No futuro, o «Cuidar» irá estender-se a outras especialidades, podendo vir a agregar mais concelhos a esta rede de cuidados de saúde que se quer próxima das pessoas e das famílias. Os custos da rede serão divididos pelos dois municípios, que terão ao seu serviço um médico que fará a triagem dos casos mais urgentes. Pretende-se que o programa se dirija preferencialmente a pessoas com rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional ou que não dispõem de capacidade para suportar os custos dos tratamentos numa unidade privada.

publicado às 21:27


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