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Olhão assinalou o Dia do Pescador

por Daniel Pina, em 03.06.14


O Salão Nobre dos Paços do Concelho de Olhão acolheu uma das cerimónias mais importantes da cidade - a homenagem aos pescadores olhanenses que se destacaram no ano anterior -, tendo sido igualmente distinguidos, a título póstumo, dois grandes nomes da pesca em Olhão recentemente falecidos, António da Branca e Dorilo Seruca, que deixaram saudades em toda a comunidade pela sua partida inesperada. Nas várias categorias, as embarcações distinguidas foram «Peixe de Ouro» e «Praia de Montegordo» (arrasto), «Samuelito» e «Rio Odiel» (cerco), «Vip» e «Zé Manel» (polivavente local), «Mar Verde» e «Alexandrina Maria» (polivalente costeira), Marília Lopes foi distinguida na área de Aquacultura/Moluscicultura e Paulo Carmo Parra na vertente de ganchorra de mão. A mulher na pesca e na aquacultura distinguida este ano foi Maria Deonilde Batista, o pescador mais novo é João Paulo da Câmara, Mário Barreto recebeu a distinção enquanto maquinista marítimo, Alfredo do Poço como pescador em progressão e Eduarda Lopes foi galardoada com o Prémio Indústria Conserveira.
Na cerimónia, o edil António Miguel Pina lembrou que desde há muitos anos que a Câmara de Olhão tem a porta aberta aos pescadores, através do Grupo de Ação Costeira (GAC) do Sotavento, sedeado na cidade, tendo passado por este gabinete metade das candidaturas aprovadas no País. Referindo-se aos desafios para o futuro, o autarca destacou a importância de se “legislar a atividade da pesca-turismo, promovendo e divulgando, dessa forma, a pesca também do ponto de vista turístico, uma atividade que faz parte do nosso património e cultura”. Dirigindo-se aos pescadores que encheram o Salão Nobre, António Miguel Pina, terminou o seu discurso agradecendo o apoio e união demonstrados aquando da questão problemática da desclassificação dos viveiros na Ria Formosa: “Estamos prestes a ter boas notícias sobre a reclassificação. Senti que quando estamos unidos conseguimos fazer ouvir a nossa voz junto do Estado Central. Saibam que têm alguém que luta por vós”. O presidente da Assembleia Municipal de Olhão, Daniel Santana, também elogiou os homens do mar de Olhão, pela sua tenacidade e trabalho desenvolvido. “Não é por acaso que os nossos pescadores são chamados para trabalhar além-fronteiras. Assim têm elevado o nome de Olhão”, destacou, lamentando que muitos dos jovens que estudam no Núcleo Operacional de Olhão do FOR-MAR depois acabem por não ingressar na profissão.
As celebrações do Dia do Pescador começaram ao início da tarde com as Conversas de Museu, onde os participantes, quase todos ligados ao mar, falaram das suas experiências na faina e das dificuldades muitas vezes encontradas na labuta do dia a dia. No mesmo espaço teve lugar a inauguração da exposição de fotografia Faina Maior, de Aníbal Lemos, produzida pelos Município e Museu Marítimo de Ílhavo, que retrata os mestres que foram para a pesca do bacalhau. As comemorações terminaram com um beberete que contou com o apoio da Docapesca e da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, onde o chef José Domingos apresentou várias propostas de canapés confecionados com polvo.

publicado às 16:41



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