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O Auditório Municipal de Albufeira acolheu, no dia 7 de abril, a segunda sessão informativa sobre os instrumentos financeiros de apoio a projetos na área do turismo, que o Turismo de Portugal, em parceria com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e as Entidades Regionais de Turismo, está a promover numa espécie de road show em vários pontos do país. A iniciativa, que se integra no âmbito do Portugal 2020, tem por objetivo informar os agentes do setor sobre os vários mecanismos de apoio financeiro a que podem aceder com vista ao desenvolvimento, revitalização e qualificação da atividade turística.
«O Financiamento da Atividade Turística no Portugal 2020» foi o título escolhido para a sessão, onde foram apresentados os vários instrumentos financeiros disponibilizados às empresas, com especial enfoque para o «Sistema de Incentivos no domínio da Competitividade e Internacionalização das PME», para além do «Fundo Revitalizar Sul», as «Novas Linhas de Financiamento no âmbito do Sistema Nacional de Garantia Mútuo» e a «Linha de Apoio à Qualificação da Oferta». Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira referiu que o Algarve é o principal destino turístico nacional, com Albufeira a liderar no número de dormidas (43 por cento em relação ao total de dormidas na região). “As estatísticas confirmam que 2014 foi um ano excelente para o turismo algarvio que continua, ainda assim, com enorme potencial de crescimento, mas também com grandes debilidades – desemprego, sazonalidade, competição de outros destinos – para as quais as soluções tardam em surgir. O Algarve tem uma dimensão nacional que deve ser convertida em termos de investimento por parte do governo para que se possam encontrar soluções que conduzam ao melhoramento do nível de vida de quem aqui vive e trabalha. Temos que nos concentrar no potencial que ainda temos para gerar mais riqueza, é imprescindível que nos centremos na ação e que saibamos aproveitar ao máximo o novo Quadro Financeiro que é um grande desafio para a região”, defendeu Carlos Silva e Sousa.
David Santos, presidente da CCDRA e gestor do CRESC Algarve 2020 informou que o programa disponibiliza 319 milhões de euros destinados, essencialmente, à inovação e empreendedorismo, eficiência energética, qualificação das empresas, criação de emprego e desenvolvimento da região. “O Portugal 2020 é uma oportunidade única para as empresas recuperarem a sua competitividade”, afirmou. Desidério Silva, presidente do Turismo do Algarve, voltou a frisar que o Algarve é a principal região turística do país, mas que, apesar dos bons resultados alcançados em 2014, se continua a debater com várias fragilidades “Alcançámos três milhões de dormidas em agosto, mas temos apenas 300 mil dormidas durante o mês de fevereiro, ou seja, a sazonalidade continua a ser um problema grave, para além de muitas outras preocupações, das quais destaco o pagamento das portagens na Via do Infante”. O presidente da RTA aproveitou a presença do presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim, para reiterar a necessidade do Estado investir na região de acordo com o retorno em termos do PIB. “Representamos 40 por cento do turismo nacional, no entanto, o investimento na promoção da marca não ultrapassa os 23 por cento. Isto não faz sentido, o estado tem que aumentar os valores de investimento destinados à região”, disse.
Por seu lado, João Cotrim chamou a atenção dos empresários para a necessidade de tomarem consciência de que o Sistema de Financiamento para o Turismo vai para além dos Fundos Comunitários. “Há muitos mais instrumentos de financiamento à disposição de quem quer investir e é crucial que o Plano de Negócios (PN) tenha primazia sobre o Sistema de Financiamento. A diferença entre um bom e um mau projeto está na componente soft do PN, na solidificação da sua componente estratégica”, salientou. O presidente do Turismo de Portugal referiu ainda que o «Portugal 2020» tem um nível de exigência superior ao QREN (enfoque nos resultados, prazos mais rígidos, candidaturas bem elaboradas, alinhamento entre os objetivos dos projetos e as estratégias definidas a nível nacional e regional). “É imperativo que os agentes do setor colaborem uns com os outros, que partilhem conhecimento, o que contribui, não só para o reforço da chamada massa crítica, mas também pelas vantagens decorrentes de trabalhar em rede, nomeadamente no que respeita ao melhoramento de resultados”.

publicado às 20:38



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