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Decorreu, no dia 6 de março, a inauguração da exposição internacional «Minha Fukushima» na Casa do Sal, em Castro Marim. A cerimónia foi pautada por diversos momentos artísticos proporcionados por artistas locais que, em simultâneo, inauguraram o novo projeto da autarquia castromarinense, «Artistas de Cá», um convite aos criativos do território para exporem a sua obra na Casa do Sal. Integrada nas iniciativas Eurocidade do Guadiana, a exposição «Minha Fukushima» estará patente nos três municípios - Castro Marim (Casa do Sal), Ayamonte e Vila Real de Santo António (Centro Cultural António Aleixo) - até ao dia 5 de abril. São cerca de uma centena de artistas de todo o mundo, inspirados na obra do poeta japonês Taro Aizu, onde é narrada a tragédia humana e ambiental do acidente nuclear, que abalou a costa leste do Japão em 2011.
A cerimónia inaugural contou com as presenças do presidente e da vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral e Filomena Sintra, do presidente da Peace and Art Society (PAS), Paulo Duarte Filipe, e da diretora regional de Cultura, Alexandra Gonçalves, que realçou a ótima adesão dos artistas castromarinenses à iniciativa, “a maior adesão, entre a Eurocidade, de artistas locais”. A música marcou a abertura da exposição, com Bruno Correia no saxofone, João Pereira e alguns alunos no acordeão e Ana Dacosta e José João com uma performance de canto e didgeridoo. Coreografia e poesia, também de «Artistas de Cá», nomeadamente Pedro Tavares e o grupo Teatroteca da Escola E.B. 2,3 de Castro Marim balizaram as restantes intervenções artísticas.
Os primeiros «Artistas de C» a expor na Casa do Sal são então Carla Mourão, pintora e ilustradora, já com três livros editados, Abel Justo, estudante da Universidade de Belas Artes Complutense de Madrid, Elias Gato, licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e mestre em Ensino de Artes Visuais, pelo Instituto de Educação da UL, trabalha atualmente no âmbito da pintura e da ilustração infantil, e Carlos Correia, formado em Agronomia, Arquitetura Paisagista e escultor. Integrada também no evento esteve a exposição das ilustrações do livro «Selva Molhada – pequenas histórias de um imenso Mar», da autoria de José Guedes, com profusas ilustrações da artista plástica Carla Mourão, ambos professores do Agrupamento de Escolas de Castro Marim.
Com o objetivo de sensibilizar e envolver a população e os visitantes, em Castro Marim, «My Fukushima» contempla uma área interativa com «Origamis da Natureza» (árvore seca para ir preenchendo com origamis construídos e/ou pintados pelo público) e «O Nosso Quadro Fukushima» (com pinturas feitas pelo público). A fechar a inauguração da megaexposição esteve o DJ Gustavo Vera, com uma seleção musical de sonoridades, desde Lounge, Chill, Jazz, Deep e Souful House, que acompanhou a elegância e ambiente do conceito. 

publicado às 18:11



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