Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]






Os concelhos que integram o Algarve Central (Albufeira, Faro, Olhão, São Brás de Alportel, Loulé e Tavira) deram por terminado o Estudo de Mobilidade Interurbana (EMI) do Algarve Central, que visa dotar estes municípios de um instrumento de planeamento estratégico que potencie a implementação de um sistema integrado de transportes, contemplando soluções que viabilizem a adoção de políticas de gestão de mobilidade sustentáveis e que contribuam para a melhoria da qualidade do sistema de transportes dos municípios envolvidos. Na sessão de apresentação do estudo, o edil olhanense António Miguel Pina considerou que esta é uma forma de, em conjunto, se tentar diminuir os problemas de mobilidade que os seis municípios têm em comum.
O presidente da Associação de Municípios do Algarve (AMAL), Jorge Botelho, focalizou a viabilidade do EMI, com o esforço e empenho dos municípios na concretização da lógica do Algarve Central. “Para andarmos para a frente, temos de ser competitivos. O Algarve Central é uma visão sub-regional, o que importa é executá-lo. O desafio é o da competitividade e da qualidade”, frisou, ao passo que Teresa Correia, vereadora do Município de Faro, referiu que o EMI foi feito em torno da mobilidade, mas que, na prática, poderá ter algumas limitações na sua aplicabilidade, como seja o financiamento e a falta de algumas estruturas que estão ao alcance dos municípios. “É um estudo que vai servir como trabalho base, no entanto, estamos muito dependentes do governo central”, destacou a autarca.
A apresentação formal do EMI foi feita por João Figueira de Sousa, que enalteceu a colaboração de todos os técnicos envolvidos e a importância que este plano terá para a região do Algarve, em particular para os municípios envolvidos. “O plano acaba, mas agora começa o estudo. Terá de haver um acompanhamento do plano, adaptado aos municípios. A Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional tem de articular, ver que alguns destes projetos têm de ser integrados a nível Regional”.
A apresentação das diferentes fases do plano e a sua execução estiveram a cargo de Maria João Silveira, que enfatizou a importância deste para o desenvolvimento dos municípios, mas que poderão surgir adaptações, tendo em conta as caraterísticas de cada cidade e os planos diretores municipais. As principais propostas do plano são o reforço de competências da AMAL, aumento da atratividade da rede de transportes públicos, otimização da rede de transporte individual, expansão da rede ciclável intermunicipal, qualificação das redes pedonais estruturantes e a promoção dos modos suaves.
De acordo com o estudo, há que apostar em medidas de mobilidade, delinear uma política de estacionamento, definir recomendações para a articulação entre políticas de ordenamento do território e planeamento do sistema de transportes e apostar na parceria entre os diferentes «stakeholders». A parte prática de execução do plano foi explorada por Isabel Seabra, arquiteta do Instituto de Mobilidade e Transporte (IMT), que considera esta uma nova fase de governação do sistema de transportes, acessibilidades e mobilidade. “Isto é um processo de descentralização. É a altura para começar a agir”, exaltou. Para a técnica do IMT, há diferentes parâmetros que têm de ser tidos em conta e as entidades devem munir-se de instrumentos para o sucesso dos seus planos de implementação, “Há um know how e conhecimentos a adquirir. Os técnicos têm de saber o seu contributo”.
Depois de algumas trocas de impressões, António Pina encerrou o seminário, com palavras de agradecimento a todos os presentes, de olhos postos no futuro e no envolvimento de todos na execução do plano, até “porque há coisas tão simples que não requerem grandes investimentos. Basta sabermos direcionar para as diferentes fases do plano”.

publicado às 18:04



Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D