Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]





Centenas de jovens do ensino secundário e profissional (polo de Albufeira da Escola Agostinho Roseta), autoridades e representantes de diversas entidades e associações, passaram o dia 14 de março no Auditório Municipal de Albufeira a ouvir diversas especialistas sobre as principais problemáticas no âmbito da igualdade. Estereótipos de Género e Educação; Boas Práticas Locais; Percursos da Violência e Igualdade de Oportunidades foram os temas discutidos nas sessões que tiveram a moderação da escritora, e também estudiosa do tema, Luísa Monteiro.
No final, os interessados participaram em vários Workshops que contaram com a participação de técnicos que compõem a equipa de trabalho do Município para as questões da Igualdade. «Estratégias Educativas na promoção da Igualdade», «Medidas de incentivo à Empregabilidade» e «Diferentes entre Iguais» foram as escolhas dos profissionais da Autarquia. «A arte do Teatro na prevenção da Violência Doméstica» e «Papá dá licença – Por uma parentalidade partilhada» foram os dois últimos Workshops trazidos pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e pelo Movimento Internacional de Mulheres (GRAAL), respetivamente.
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, referiu que a Igualdade é um processo evolutivo que ao longo de séculos tem vindo a refletir-se nas práticas, nos costumes e nas próprias leis. “Antes do 25 de Abril de74, a própria lei consignava formas discriminatórias que hoje seriam declaradas inconstitucionais, por exemplo a figura do Chefe de Família e o poder marital. Existem ainda outras formas: discriminação de acesso a determinadas profissões, salários diferentes para a mesma categoria profissional para homens e mulheres, etc. Atualmente, algumas destas práticas ainda existem e é por isso que aqui estamos, mas o mais importante é que são de caráter ilegal e o que vigora hoje é o princípio da Igualdade. Ainda existem falhas, um percurso a percorrer, mas o mais importante é não esquecer que os princípios são inalienáveis, não podemos abdicar deles e temos a obrigação de ser pró-ativos para fazer com que prevaleçam na evolução da Humanidade”, destacou o autarca.
O chefe de gabinete do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) referiu que nos últimos 20 anos Portugal modificou o seu paradigma em relação à Migração, tendo deixado de ser um país de emigrantes para ser um destino de imigração. Esta alteração suscitou a necessidade de criar respostas de igualdade destinadas a estas comunidades. Para o efeito foram criados Centros nacionais e locais de apoio aos imigrantes, Planos Municipais de Integração, iniciativas de combate ao Racismo que são tão ou mais importantes se considerarmos que Faro é o segundo distrito do país com maior número de imigrantes. Duarte Mendes terminou com um desafio: “Que o Município de Albufeira venha a integrar a Rede dos Municípios Amigos da Diversidade”, uma ferramenta que permite caracterizar, monitorizar e sinalizar os recursos da população imigrante – educação, saúde, emprego – com o objetivo de criar políticas mais inclusivas nesta área.
Ana Vidigal, vereadora com o pelouro da Igualdade, salientou que o Seminário destina-se a todos os parceiros da Autarquia, agentes de desenvolvimento local, elementos com responsabilidade no desenvolvimento social e económico do concelho, empresários, pais, comunidade escolar: a todas as camadas da população, dos jovens aos seniores. “Porque falar de Igualdade é falar das principais questões de cidadania temos que falar de tudo, de direitos e de deveres, e o país no seu todo tem que se empenhar em torno destas ações”. A vereadora realçou o trabalho da equipa responsável pelas questões da Igualdade em Albufeira e fez um apelo para que os jovens possam ser os embaixadores da igualdade e de todos os princípios da nossa Constituição. A Educação para a Cidadania, disse, deve ser integrada no ensino desde muito cedo, a partir do Jardim de Infância. O presidente da Assembleia Municipal encerrou a sessão de abertura com a afirmação de que este 1.º Seminário é uma chamada de atenção para todos. “A mensagem que se pretende transmitir é que a Igualdade existe na lei, mas que não é praticada por todos”, sublinhou Paulo Freitas. “Somos todos diferentes, na nossa essência, na educação, mas a igualdade deve ser um elemento diferenciador positivo. O exercício da cidadania está em saber respeitar as diferenças, de religião, de clube, as opções políticas. Se conseguirmos o respeito e respeitar os outros, a sociedade passa a ser mais equilibrada e a igualdade reconhecida”, acrescentou. No final, Carlos Silva e Sousa, em representação da Autarquia, e Teresa Chaves de Almeida, vice-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), assinaram um protocolo de cooperação que vem precisamente reforçar o caminho a prosseguir nestas matérias.

publicado às 14:44



Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D