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As notícias que marcam o Algarve
O percurso até esta decisão foi longo e complexo, tendo sido foi antecedida pela aprovação da Proposta de Plano (incluindo Relatório Ambiental, Proposta de Delimitação da Reserva Ecológica Nacional e Proposta de Delimitação da Reserva Agrícola Nacional), na Reunião de Câmara de 16 de julho de 2014 e, subsequentemente, na 6ª e última reunião da Comissão de Acompanhamento, realizada em 27 de agosto de
José António Carreiro, Presidente da Direção do CASLAS e das URIPSS Algarve, também frisou a importância desta iniciativa. “Infelizmente, todos nos esquecemos com demasiada frequência de que um dia podemos ser nós os portadores de uma deficiência. Basta-nos ter o azar de ter um acidente e, por exemplo, ficarmos numa cadeira de rodas”, alertou, salientando que este Encontro seria uma ótima oportunidade para se aprender mais, e ficar talvez a conhecer novas ofertas e respostas sociais, baseadas na troca de experiência entre os oradores e participantes.
Depois de prestada a homenagem à memória do Infante e aos 554 sobre a sua morte, com a deposição de uma coroa de flores, usou da palavra o capitão de mar e guerra Paulo Manuel José Isabel, Comandante da Zona Marítima do Sul: “É com agrado que a Marinha Portuguesa participa nesta cerimónia que evoca a memória de alguém que nunca aceitou os desafios que a terra impôs e que descobriu no Mar um novo desafio. O simbolismo da figura do Infante é uma referência que devemos sempre manter e a melhor forma de manter viva a sua memória é seguir o seu exemplo de empreendedorismo. O nosso futuro está indiscutivelmente ligado ao mar…assim o saibamos construir”, referiu. Por seu turno, a Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Maria Joaquina Matos, lembrou que “a nova idade em que os Povos começavam a estar em contacto, partilhando ideias e valores, promovendo a troca de conhecimentos e bens materiais, passou por Lagos, passou pelo Infante, e foi em seu nome que durante quarenta anos se navegou”. A autarca defendeu igualmente que o espírito vencedor do Infante, a sua força de vontade e o seu empreendedorismo são valores que se devem ter como exemplo a seguir nos dias atuais.
Na ocasião, a Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Maria Joaquina Matos, recordou que a autarquia sempre valorizou muito a área da toponímia e frisou que todos os nomes consagrados nas placas do município contribuíram para uma sociedade melhor. Já a Vereadora com o pelouro da Cultura e da Toponímia, Maria Fernanda Afonso, lembrou que “a História é feita pelos povos e, no limite, pelo conjunto de histórias singulares dos indivíduos em sociedade”. “Faz todo o sentido registar sistematicamente as personalidades, os casos mais marcantes, começando por descobri-las nas designações das ruas, dando vida a quem fez história e reforçando e reconstruindo memórias e identidades locais”, reforçou.
Foram 30 os municípios que se fizeram representar no Encontro Nacional de Municípios com Centro Histórico (ENMCH), que decorreu em Lagos, nos dias 30, 31 de outubro e 1 de novembro. A iniciativa contou com debates participados e muito dinâmicos onde se discutiram os destinos possíveis para a reabilitação dos centros históricos do país, sendo que o governo prometeu um investimento de 1700 milhões de euros nesta área.
Por seu turno, o Secretário de Estado da Administração Local, António Leitão Amaro, descreveu os centros históricos como um espaço mítico, “uma vez que significam, simultaneamente, restrição e magia”. “O desafio atual é sabermos como vamos convencer residentes e comerciantes a escolher este espaço para viver, ou ter o seu negócio, apesar das suas restrições. As autarquias continuam a ter um papel fundamental no que diz respeito à mobilidade nestas áreas, às acessibilidades, à animação cultural, ao desenvolvimento dos C.H. como espaços de atividades económicas, e no desenvolvimento de estratégias para a inclusão social”, frisou o governante, salientando que a reabilitação não pode dissociar-se do papel dos agentes privados. “A grande prioridade é fazer destes espaços, espaços de atração para o investimento privado e o Governo tem dado passos muito importantes na área da reabilitação, nomeadamente no que diz respeito às regras e legislação em vigor”, destacou o Secretário de Estado, referindo-se, por exemplo, à lei de reabilitação urbana, de 2012, que veio simplificar os procedimentos e encurtar muito os prazos para as tomadas de decisão.
Deixando a promessa que, em 2015, haverá um maior investimento na economia no que diz respeito à execução dos fundos europeus, Manuel Castro Almeida reconheceu que deve existir um conjunto de mecanismos financeiros, seja do Governo, seja através de fundos comunitários, para ajudar a iniciativa privada, anunciando o valor que o Governo associou à reabilitação urbana dos Centros Históricos rondará os 1700 milhões de euros.
Aproveitando a ocasião para dar a conhecer um pouco melhor a Fototeca Municipal de Lagos, o dinamizador desta plataforma relembrou alguns dados referentes à mesma, designadamente sobre o arquivo físico, que é organizado por ordem cronológica, com numeração alfanumérica correspondente, incidindo sobre registos efetuados entre 1993 e 2004: cerca de 57 mil fotogramas; cerca de 26 mil fotos em papel e sobre o arquivo digital, organizado por ordem cronológica em pastas de ficheiros JPEG com numeração alfanumérica composto por data e assunto, incidindo sobre registos efetuados entre 1999 e 2014: 126.919 fotos digitais. “Acreditamos que a fotografia, como documento rico em informação e meio de reflexão, nos coloca em contacto com momentos vividos de uma personagem ou de uma época, capaz nos contar extraordinárias e reveladoras histórias”, referiu a propósito a Vereadora Maria Fernanda Afonso.