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As notícias que marcam o Algarve
Na visita aos locais críticos, foi feito o levantamento, ouvidas as diversas opiniões e agendada uma reunião mais técnica que aponte para a solução dos projetos em debate. No entender do autarca lagoense, é urgente requalificar a muralha de Ferragudo sem, contudo, colocar em questão a necessidade de apoio à atividade pesqueira, assumindo a APS restringir toda a utilização da área só aos pescadores devidamente registados. O mesmo procedimento também se aplicará em relação às barracas da Angrinha, tendo sido acordada e ponderada a melhor requalificação de todo o espaço. O mais complexo dos problemas apresentados a discussão prende-se com a intervenção na bacia dos «cruzeiros», cujo estudo das dragagens e posterior mexida no molhe da entrada, feito pelo LNEC, não é público, tendo, contudo, ficado garantido pela APS que qualquer intervenção será sempre acompanhada de um esclarecimento público.
No entanto, este responsável frisou que “há uma tendência de convergência e de aproximação dos valores” e que em 2015 a grande maioria dos clubes “tem mais financiamento do que o ano passado resultante de terem mais atletas envolvidos no projeto ou porque houve um aumento do nível competitivo”. Para Hugo Nunes, estes contratos-programa de desenvolvimento desportivo e o protocolo de cedência das infraestruturas municipais “são as duas medidas mais relevantes para a promoção do desporto no Concelho de Loulé”, já que uma diz respeito ao apoio financeiro direto e outra diz respeito à criação de condições para a utilização das instalações que o Município disponibiliza para a prática desportiva. “Para muitas pessoas, estes contratos-programa não são mais do que a maneira que a Câmara entrega dinheiro aos clubes. Mas para vocês são contratos que ajudam a suportar financeiramente o papel que todos os clubes têm no Município, que é a dinamização da promoção da prática desportiva”, afirmou ainda o vereador do desporto.
O presidente da Câmara, Carlos Silva e Sousa, lembrou a este propósito que, nos últimos 40 anos em democracia, uma das maiores conquistas, “a mais significativa a nível social” tem a ver, precisamente, com as questões da igualdade. “O papel da mulher na sociedade sofreu uma profunda alteração, basta referir que antes do 25 de abril estava consagrado no próprio Código Civil a figura do Poder Marital, em que as mulheres deviam obediência aos maridos. Atualmente o princípio que vigora é o da Igualdade”, frisou, salientando ainda a grande mudança verificada ao nível das mentalidades. “Evidentemente que as situações reprováveis não se extinguem por decreto mas, hoje em dia, a sociedade condena-as social e juridicamente e, como exemplo mais paradigmático, temos a violência doméstica que passou a constituir crime público”.
A cerimónia inaugural contou com as presenças do presidente e da vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral e Filomena Sintra, do presidente da Peace and Art Society (PAS), Paulo Duarte Filipe, e da diretora regional de Cultura, Alexandra Gonçalves, que realçou a ótima adesão dos artistas castromarinenses à iniciativa, “a maior adesão, entre a Eurocidade, de artistas locais”. A música marcou a abertura da exposição, com Bruno Correia no saxofone, João Pereira e alguns alunos no acordeão e Ana Dacosta e José João com uma performance de canto e didgeridoo. Coreografia e poesia, também de «Artistas de Cá», nomeadamente Pedro Tavares e o grupo Teatroteca da Escola E.B. 2,3 de Castro Marim balizaram as restantes intervenções artísticas.
Os primeiros «Artistas de C» a expor na Casa do Sal são então Carla Mourão, pintora e ilustradora, já com três livros editados, Abel Justo, estudante da Universidade de Belas Artes Complutense de Madrid, Elias Gato, licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e mestre em Ensino de Artes Visuais, pelo Instituto de Educação da UL, trabalha atualmente no âmbito da pintura e da ilustração infantil, e Carlos Correia, formado em Agronomia, Arquitetura Paisagista e escultor. Integrada também no evento esteve a exposição das ilustrações do livro «Selva Molhada – pequenas histórias de um imenso Mar», da autoria de José Guedes, com profusas ilustrações da artista plástica Carla Mourão, ambos professores do Agrupamento de Escolas de Castro Marim.
No evento, este ano abrilhantado por Fábio Lagarto e Sérgio Rossi, também não faltou, logo pela manhã, a atividade desportiva com a realização de uma marcha-passeio, incluída no calendário regional do Instituto de Desporto de Portugal, onde participaram centenas de marchantes vindos de todo o algarve. Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, que se comemorava nessa data, foram ainda distribuídas, pelo executivo municipal, lembranças às mulheres presentes.
Ao jovem historiador e mestre João Nobre coube a apresentação do livro na cerimónia de lançamento, durante a qual elogiou a iniciativa de preservar estes conhecimentos e histórias e de valorizar 100 personalidades que fizeram História no último século. Joaquim Manuel Dias manifestou um profundo agradecimento a todos os familiares e amigos que contribuíram com a devida informação para a concretização deste sonho, preservar a memória de 100 figuras do passado são-brasense. “Podiam ser até 200 que faltaria sempre referir alguém. Deixo essa missão, na expetativa que surja algum jovem enamorado pela história local que dê continuidade a este trabalho”, referiu o autor.
A comitiva portuguesa foi constituída por João Frade, João Pereira e Sérgio Conceição, que, a convite da Confederação Internacional, defenderam a candidatura perante os cerca de 30 países representados. Esta integração representa um importante marco para a salvaguarda e dignificação do instrumento, elemento maior na cultura musical algarvia, que assim se vê representada mundialmente. A Mito Algarvio e o Conservatório Regional de Castelo Branco são agora as duas únicas entidades a nível nacional que integram a CIA.